Rollemberg modera tom em debate em rádio; Frejat insiste no ataque

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Os dois candidatos se enfrentaram novamente em debate nesta segunda-feira (20/10)

Um dia depois do debate em rede de televisão, os candidatos ao governo do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR) se enfrentaram novamente. Em quase uma hora, os dois defenderam propostas em dez blocos de perguntas. Enquanto Rollemberg usou o tempo para expor o plano de governo, Frejat insistiu em uma postura mais agressiva. O encontro desta vez foi promovido pela rádio CBN, na manhã desta segunda-feira (20/10), a menos de uma semana do segundo turno das eleições. No domingo (26/10), 1,8 milhão de eleitores devem ir às urnas para escolher o novo chefe do Executivo local.

Jofran abriu o primeiro bloco com uma pergunta sobre transporte público. Lembrou que implementará a tarifa de R$ 1 em janeiro de 2015, e afirmou que Rodrigo Rollemberg nunca precisou andar de ônibus e, por isso, é contra a proposta. Ele definiu como “terror” o posicionamento do socialista, ao dizer que a proposta para o setor é “demagógica e eleitoreira”. O pessebista afirmou que o partido chegou a apresentar uma proposta de introduzir o transporte como direito constitucional. “Devemos caminhar para, no futuro, termos uma tarifa zero. Mas a sua proposta, tirada da cartola, mostra um desespero seu por causa dos resultados nas urnas”, afirmou.

Os dois concordaram sobre a importância de desburocratizar a máquina pública. Ao alfinetar Rollemberg e tentar associá-lo a Agnelo, Frejat afirmou que o atual governo está sem recursos para pagar os salários até dezembro. Ressaltou que o orçamento do DF é alto, mas que pouco do montante total é destinado a investimentos. “Temos um orçamento de R$ 33 bilhões, mas só 1% é aplicado em investimentos. A máquina está inchada”, criticou. Rollemberg afirmou que a principal proposta é simplificar procedimentos. “Além da redução de cargos comissionados, reduzir o número de secretarias”, explicou o candidato, que quer também, caso seja eleito, radicalizar na transparência, com a criação de um conselho com o contas abertas para fiscalizar as contas do governo. “Queremos a população do nosso lado fiscalizando os gastos”.

Jofran Frejat fez, mais uma vez, duras críticas ao senador por ele ter escolhido Hélio da Silva Lima para ser seu suplente. Sindicalista, ex-dirigente do PT e hoje filiado ao PSD, o político foi acusado em 2010, pelo próprio Rollemberg, de abusar sexualmente de uma sobrinha. “Você o acusou de abuso sexual, mas ele vai assumir o seu lugar no Senado se você for eleito, para sentar ao lado de Reguffe e Cristovam Buarque”, criticou Frejat. Rollemberg pediu o direito de resposta, concedido pela rádio CBN. Assim como no debate televisivo, promovido ontem pela Rede Record, Rollemberg afirmou que Frejat estava sendo “leviano e que estaria sendo inclusive processado por Hélio da Silva pela acusação feita em rede nacional”.

Em pergunta de tema livre, Frejat falou sobre a comunidade de Santa Luzia, na Estrutural. Perguntou a Rodrigo Rollemberg o que faria pelos moradores do local. “Em 1º de fevereiro de 2002, o candidato era contra a Estrutural, conforme publicado em matéria do Correio Braziliense. Hoje Santa Luzia está ocupada. O que pretende fazer com esse local?. Mudou de ideia?”. Rollemberg reconheceu ter errado, mas que lutaria para cuidar “com carinho e atenção” tanto desta quanto de outras regiões do DF. “Votei contra a efetivação da Estrutural porque achava que estava fazendo um bem à população. Depois disso eu apoiei diversas cooperativas e pude conhecer melhor a Estrutural e percebo que a Estrutural teria que ser efetivada”, admitiu. Frejat alfinetou: “Você muda de ideia como quem muda de camisa, mas ainda bem que você mudou de ideia”.

Sobre a educação na capital do país, Frejat falou sobre a importância de criar a Universidade do DF e definiu com quatro pilares do plano de governo, caso eleito. “Vamos implantar de fato a escola integral, a bolsa universitária, o estudo técnico de qualidade e a universidade do DF”, afirmou. O candidato falou ainda sobre a intenção de regularizar todos os condomínios do DF e sobre não permitir mais nenhuma invasão que prejudique o meio ambiente. “Brasília precisa deixar de ser uma cidade ilegal”. Rollemberg reafirmou a necessidade de ensino em tempo integral, investimento em capacitação de professores e revisão do currículo das escolas, “transformado a escola em um ambiente transformador”, disse. “Tenho convicção de que isso vai transformar o DF, que será um exemplo de inovação para o Brasil”.

Fonte: Correio Braziliense

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