Corpo de Bombeiros do DF deve explicações

 

Carlos Augusto Pinto é Jornalista Profissional – MTPS/RJ 1184JP, SJP/DF 1759, foi repórter das rádios Tupi e Nacional (Rio), Globo (SP) , Jornal do Commercio, Última Hora e Jornal dos Sports (Rio); Manchete (Rio e Recife), Fatos, Ele & Ela, Tendência (Rio); repórter político desde 1987 em Brasília. Soltou pipa, foi baloeiro, jogou bola de gude, frequentou o Maracanã e as noites da saudosa Cidade Maravilhosa.

Por Carlos Augusto

 

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal deve explicações à sociedade sobre as razões de manter inoperante a maioria dos 25 caminhões de combate a incêndio florestal e URBANO adquiridos ainda no governo Agnelo Queiroz e considerados modernos e eficiente no mundo por terem boa altura, câmbio automático e tração 4 x 4. Os veículos foram comprados através de licitação internacional, ao preço de R$ 500 mil cada um,  montados em Portugal e customizados nas indústrias Jacinto, além de terem sido festejados pela multinacional sueca Scania, que distribuiu seu marketing pela Europa, Ásia e Estados Unidos considerando a capital do Brasil como a primeira a ter veículos de alto nível tanto para combate a incêndio florestal como urbano. Mas tudo isso está se tornando um rapapé. Há mais de um ano o modelito está semi-escondido, esperando por algum incêndio florestal como os que acontecem na Califórnia ou na Austrália. O comando do Corpo de Bombeiros do DF tem que vir a público explicar porque os caminhões não são distribuídos nos quartéis da cidade. Ou se houve um “engano” no edital que dizia claramente que eles também são urbanos ou até mesmo se dinheiro público é para se gastar de qualquer jeito. Afinal, os recursos vieram da União. Nesta terça-feira, o noticiário da TV Globo, ” Bom Dia DF” mostrou uma dessas viaturas como pano de fundo enquanto oito ou dez integrantes da corporação mais popular e festejada assistiam a uma explicação surrada de um oficial sobre o período de seca e os perigos do fogo no mato e da guimba de cigarro. O Tribunal de Contas do Distrito Federal e o Ministério Público Federal podem ser provocados a qualquer momento.

 

*Os artigos aqui publicados são de autoria do colunista e não refletem, necessariamente, a linha editorial do blog.

 

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