Burrice generalizada ou a câmara alta e o baixo nível

 

Carlos Augusto Pinto é Jornalista Profissional – MTPS/RJ 1184JP, SJP/DF 1759, foi repórter das rádios Tupi e Nacional (Rio), Globo (SP) , Jornal do Commercio, Última Hora e Jornal dos Sports (Rio); Manchete (Rio e Recife), Fatos, Ele & Ela, Tendência (Rio); repórter político desde 1987 em Brasília. Soltou pipa, foi baloeiro, jogou bola de gude, frequentou o Maracanã e as noites da saudosa Cidade Maravilhosa.

Por Carlos Augusto

 

O Senado está longe de ser um sanatório, estabelecimento cuja função é oferecer certo alívio aos doentes atacados por algumas moléstias, devido à influência climatérica. Realmente o Senado da República está muito mais para hospício, onde se recolhem portadores de enfermidades mentais, muitos deles abandonados à própria sorte.  Vários senadores se viram obrigados a trocar de lado, saindo do conforto ideológico do antigo Poder Central, que se desmanchou, para as esquinas buliçosas do governo Temer. Eis aí a receita que gerou a avacalhação, o escracho político.

No plenário, na manhã desta sexta-feira (26), quando um senador acusou um colega de transformar o seu gabinete numa Cracolândia, uma senadora insistiu que “ali ninguém tem moral para julgar a ainda presidente Dilma Roussef”. A acusação partiu do próprio presidente da Casa, Renan Calheiros, para quem a ingratidão da sua colega Gleisi Hofmann não tem tamanho, porque fora salva de um indiciamento no Supremo Tribunal Federal justamente por ele, Renan, quando a operação Lava-Jato já estava no calcanhar dela para instaurar um inquérito criminal.

Calheiros, que durante o impeachment aparece como coadjuvante do presidente do processo de impeachment, Ricardo Lewandovski, acabou enfiando uma saia justa na instituição máxima do judiciário brasileiro. Afinal, como ele conseguira intervir no STF? Por que salvar a ex-chefe da Casa Civil de Dilma de um indiciamento quando ela tem sido um algoz do seu agora “primeiro amigo” Michel Temer, que o encaixou com louvor no voo para a China nos próximos dias, já como presidente da República de fato e de direito? Estariam os fatos demonstrando um Jogo duplo? Ou estamos realmente diante de um manicômio?

 

*Os artigos aqui publicados são de autoria do colunista e não refletem, necessariamente, a linha editorial do blog.

 

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