‘Reforma da Previdência não vai tirar o direito de ninguém’, afirma Temer

Enquanto cidades por todo o país têm protestos nesta quarta-feira contra a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer, o presidente deu declarações em defesa das mudanças nas regras do INSS. Temer afirmou que a reforma “não vai tirar direito de ninguém” e se destina a salvar o sistema previdenciário do “colapso”.

“Nós apresentamos um caminho para salvar a Previdência do colapso, para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã. Em primeiro lugar, não vai tirar direitos de ninguém. Quem tem direito adquirido, ainda que esteja no trabalho, não vai perder nada do que tem. Mas é prevenir o Brasil do futuro”, afirmou o presidente, em um evento de que participaram os presidentes do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, além do ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

O peemedebista também citou o caos fiscal no Rio de Janeiro, que parcela salários de servidores e aposentados desde o ano passado, e estados como Rio Grande do Sul e Minas Gerais, que decretaram estado de calamidade em função do desarranjo nas contas públicas. “Nós não queremos que o Brasil, daqui a seis, sete, oito anos, seja obrigado a fazer o que está sendo feito nesses estados, uma restrição absoluta”, afirmou o presidente.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada pelo Planalto ao Congresso para reformar da Previdência prevê, entre outros pontos, idade mínima de 65 anos para aposentadoria e tempo de contribuição mínimo de 25 anos com o INSS. De acordo com o presidente, “um ou outra adaptação” podem ser feitas pelos parlamentares.

“Mas não podemos fazer uma coisa modestíssima agora para que daqui a quatro ou cinco anos tenhamos que fazer como Portugal, Espanha, Grécia e outros países, que tiveram que fazer um corte muito maior porque não preveniram o futuro”, enumerou.

Temer também disse que seu governo “imunizou” o Brasil do “populismo fiscal” por meio da sanção da PEC que impõe um teto aos gastos públicos e pontuou o que entende como medidas populistas e populares.

“As medidas populistas são aquelas feitas de uma maneira irresponsável. Elas têm efeito imediato, aparentemente cheio de aplausos, para logo depois revelar-se um desastre absoluto. As medidas populares não, elas não tem aplauso imediato, mas tem o reconhecimento posterior, o que nós estamos praticando são medidas populares e não medidas populistas”, comparou. (VEJA.com)

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