Brasília registra variação negativa da inflação por dois meses seguidos

Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) contabilizou deflação de 0,02% em março. O número foi divulgado nesta quarta-feira (12) pela Codeplan

 

A taxa inflacionária medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em março uma variação negativa de 0,02%. Esse é o segundo mês consecutivo com deflação em Brasília. Em fevereiro, o número foi de -0,03%.

Os dados levantados em 13 capitais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisados pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), foram divulgados nesta quarta-feira (12), na sede da empresa pública.

Segundo o balanço, o porcentual registrado em março no Distrito Federal foi menor do que a média nacional, que fechou o mês com 0,25%. Os setores que apresentaram deflação foram artigos de transporte (-1,94%), comunicação (-0,49%), artigos de residência (-0,33) e alimentação e bebidas (-0,03%).

Apresentaram deflação em março artigos de transporte (-1,94%), comunicação (-0,49%), artigos de residência (-0,33) e alimentação (-0,03%)

Em contrapartida, a maior alta se deu nos grupos: vestuário (1,52%), habitação (1,13%), saúde e cuidados pessoais (0,68%), despesas pessoais (0,44%) e educação (0,24%).

De acordo com a pesquisa, o aumento no setor de vestuário se deu pela mudança de estação, cujo efeito é sazonal. A alta também foi impactada com a grande procura de roupas masculinas, item que fechou o mês com inflação de 3,44%, seguido de calçados e acessórios (1,6%) e joias e bijuterias (1,09%).

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,25% em março de 2017, mesmo porcentual observado no mês anterior. Em relação ao Brasil, o resultado de Brasília ficou 0,01 ponto porcentual abaixo da variação medida (de 0,24%).

Ceasa apontou alta nos hortifrutigranjeiros

O Índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF) também foi apresentado pelas Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa-DF) nesta quarta-feira. De acordo com a pesquisa, houve um aumento de 4,17% nos produtos de hortifrutigranjeiros em relação a março.

A maior alta foi no setor de verduras, que registrou variação mensal de 13,8%. O aumento foi causado pela baixa incidência de chuvas, o que afetou a produção do espinafre (30,14%), brócolis (18,26%) e alface lise/crespa (10,96%).

Os legumes subiram 9,68%, com destaque para o tomate (55,20%) e a beterraba (52,17%). Os ovos e grãos apresentaram taxa de 4,55%. As frutas subiram 2,12%. (Agência Brasília)

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