‘Nossa intenção é revolucionar a política’, afirma Clayton Avelar, pré-candidato do PSOL ao Buriti

Pré-candidato do Psol ao Governo do DF, Clayton Avelar, que preside o Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do DF (Sindsasc), é um nome desconhecido e que promete revolucionar a política na capital. Faz críticas ao governo Rollemberg e diz que Toninho, a figura mais conhecida do partido, deve tomar lugar na Câmara Legislativa no ano que vem e que Maninha deve engrossar as fileiras da legenda na Câmara Federal. Propõe que as discussões sejam antecipadas, já que a sigla pouco tempo terá de TV para fazer a propaganda partidária.

Como pré-candidato do Psol ao Governo do DF, você precisará ainda enfrentar as disputas internas, com nomes já consolidados dentro do partido, a exemplo da Maninha. Como você tem encarado esta tarefa?

Quando decidi apresentar minha inscrição, já tinha informação de que o Toninho será candidato a distrital e a Maninha a federal. São os nomes mais conhecidos do partido e têm uma admirável história. A Câmara Legislativa precisa de uma pessoa do caráter e combatividade do Toninho, assim como a Câmara Federal, hoje um circo de horrores, melhorará bastante com a Maninha integrando a nova bancada do Psol, junto com Marcelo Freixo e Luciana Genro. Eu espero que não haja disputa interna e que o partido esteja totalmente unido.

O que te encorajou a assumir a pré-candidatura com mais de um ano de antecedência das eleições?

O Psol foi duramente atingido pela lei eleitoral do Eduardo Cunha, sancionada pela Dilma Roussef. Em 2014, o Toninho teve mais de um minuto no horário eleitoral e, no ano passado, nossas candidaturas a prefeito tiveram apenas 12 segundos. Além disso, o tempo de campanha foi reduzido. Não temos figuras com presença permanente na mídia, como os políticos tradicionais. Por outro lado, o fato de estarmos fazendo, desde já, essa discussão não quer dizer que seja a nossa prioridade. Neste momento, a prioridade é derrotar as ditas reformas do ilegítimo (presidente da República) Michel Temer e derrubá-lo, além do necessário enfrentamento com (o governador Rodrigo) Rollemberg, sua ânsia privatista e seu mal disfarçado ódio às servidoras e servidores públicos.

Já tem formulada um plano a ser apresentado aos eleitores?

Nosso partido tem muita discussão acumulada sobre programa de governo. Nossa prioridade é fazer com que o DF não seja, como hoje, a unidade da Federação com a maior desigualdade social. Nossa intenção é revolucionar a política no Distrito Federal e para isso vamos governar para 99% da população, não para os 1% de exploradores e opressores e corruptos.
Estamos fazendo discussões temáticas, sendo que a primeira foi sobre economia, finanças e emprego. A próxima será sobre saúde e assistência social. Também apoiamos e participamos da iniciativa denominada “O DF é nosso”, que já realizou discussões temáticas em Ceilândia e São Sebastião.

Que avaliação você, na condição de sindicalista, faz do governo atual, que, certamente, será um dos adversários que você terá de enfrentar em 2018, caso seja realmente o candidato do Psol?

Rollemberg devia ser processado por falsidade ideológica. É um neoliberal que integra um partido falsamente socialista. Ele agride o passado de Miguel Arraes e tantos outros respeitáveis quadros do PSB. Rollemberg será nosso adversário, tanto quanto aquelas figuras sinistras dos partidos golpistas e corruptos, como o PSDB, PMDB, DEM, PR e assemelhados. O DF tem mais de 350 mil desempregados. Tem uma saúde pública e uma assistência social à beira do colapso. Tem espaços culturais fechados. Tem índices crescentes de violência contra a mulher e a população LGBT. O Psol dará voz e vez a todos e todas que têm estado à margem das decisões. (Do Alto da Torre/JBr)

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