As mudanças que o governo estuda para o serviço público

O governo pretende economizar R$ 9,5 bilhões de reais em 2018 com o adiamento, por 12 meses, do reajuste dos servidores públicos das carreiras de nível superior do Executivo e da área de educação.

Porém, a mudança considerada mais importante, por ser estrutural, é a revisão das carreiras do serviço público que, a partir de agora, teriam salário inicial de R$ 5 mil e a exigência de 30 anos de trabalho para que o servidor chegue ao topo da carreira.

Estes assuntos estão em estudo no governo e devem ser detalhados pela equipe econômica nesta sexta-feira (11). Todas as medidas terão de ser aprovadas pelo Congresso, o que vai exigir esforço também da área política do governo na coesão da base parlamentar.

No serviço público federal há carreiras em que o salário inicial é de R$ 19 mil, como a dos advogados do governo e também da Receita Federal. Já carreiras como a de analista e especialista em Políticas Públicas têm salário inicial de R$ 15 mil, valor também pago aos que ingressam na carreira do Banco Central, Ipea e Tesouro.

Segundo avaliação de técnicos do governo, muitos destes servidores atingem o topo da carreira em apenas dez anos. A ideia é que a progressão seja mais lenta e que chegue a 30 anos para o servidor alcançar o maior salário pago em sua carreira.

Os concursos públicos têm sido muito disputados nos últimos anos porque o serviço público se tornou o melhor emprego do país, uma vez que ele assegura estabilidade no emprego, o que não ocorre com o trabalhador da iniciativa privada. (Cristiana Lôbo/G1)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *