Inconstância política de Abadia em ano eleitoral é o novo fantasma que ronda o Buriti

Secretaria de Projetos Estratégicos será comandada por Maria de Lourdes Abadia. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

 

Por Fred Lima

 

Do ponto de vista político, a ida da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB) para o GDF foi uma vitória incontestável do governador Rodrigo Rollemberg, que dividiu o tucanato em Brasília, prejudicando o projeto eleitoral do deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF).

Mesmo recorrendo ao presidente nacional da legenda, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para minimizar os estragos feitos pela aliança Rollemberg/Abadia, Izalci vê o partido que preside no DF ser implodido com força total. O consolo do presidente do PSDB local é contar com a ajuda do fantasma da inconstância política de Abadia em ano eleitoral, que é capaz de assombrar até os socialistas mais animados com a nova aliança.

Em 1994, Abadia, então deputada distrital, aliada do governador Roriz, resolveu lançar sua candidatura ao Buriti. Só que o candidato do chefe do Executivo na época era Valmir Campello. Mesmo assim, o governador mantinha conversas com Abadia e contava com o seu apoio no segundo turno. No entanto, a distrital deu uma “rasteira” em Roriz e resolveu apoiar Cristovam (PT), cujo partido era antagonista dos tucanos no plano nacional. O governador se sentiu traído e utilizou adjetivos pejorativos para se referir à parlamentar.

Quatro anos depois, a novela se repetiu. Após ser secretária de Turismo da gestão Cristovam, Abadia rompe com o governador e resolve apoiar pessoalmente Roriz no segundo turno, já que o candidato do seu partido, José Roberto Arruda, tinha decidido declarar independência.

Nesse vai e vem, Abadia acabou adquirindo a fama de ser “traíra”, palavra utilizada por Roriz há 23 anos. Agora, com Rollemberg, que tem 67% de rejeição, a tucana assume uma supersecretaria faltando apenas 1 ano para a eleição.

Se Abadia vai ser fiel ao governador até o fim, só o tempo dirá, mas seu histórico não é nada favorável nesse quesito, com dois “divórcios” no currículo. A prova disso é que, recentemente, a ex-governadora participou de uma sabatina com blogueiros de política da capital. Quando perguntada sobre o desempenho do governo Rollemberg, a tucana foi enfática: “Fraco”.

 

Da Redação

 

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