Temer afirma que ‘suposta crise política’ não parou o Brasil

Presidente participou de cerimônia de assinatura de um financiamento da Caixa para a prefeitura do Rio. Na quarta, Câmara barrou o envio ao STF da segunda denúncia apresentada pela PGR contra o presidente.

 

Depois de passar a manhã no Palácio do Jaburu por recomendação médica, o presidente Michel Temer afirmou, durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (26), que, a “suposta crise política” não paralisou o país.

Temer participou da assinatura de um contrato de financiamento entre a Caixa Econômica Federal e o município do Rio de Janeiro. Conforme a assessoria da Caixa, o contrato prevê R$ 652 milhões para obras de infraestrutura.

Desses recursos, cerca de R$ 198 milhões serão destinados imediatamente à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro para continuidade de projetos na área portuária do município.

No discurso, Temer lembrou que nos últimos seis meses o país apresentou bom desempenho em indicadores econômicos, como a queda da inflação. O período coincide com a crise deflagrada pela divulgação do áudio da conversa do presidente com o empresário Joesley Batista, em maio. Desde então, Temer teve de contornar a turbulência política e conseguir barrar, na Câmara dos Deputados, as duas denúncias apresentadas pela PGR contra ele.

“Sem embargo dessa suposta crise política, o Brasil não parou”, afirmou Temer.

Além de Temer, participaram da solenidade ministros, como Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

Temer voltou por volta do meio-dia ao trabalho no palácio, depois de ter sido internado na quarta (25) no Hospital do Exército em razão de uma obstrução urológica.

Conforme a Presidência, Temer sentiu um “desconforto” enquanto despachava em seu gabinete, foi atendido por uma equipe médica no próprio palácio, que recomendou a ida ao Hospital do Exército.

O presidente passou por uma “sondagem vesical de alívio por vídeo” e teve alta à noite, seguindo com a primeira-dama Marcela Temer para o Palácio do Jaburu.

Temer ficou até o final da manhã desta quinta na residência oficial da vice-presidência, onde recebeu assessores e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

A internação do presidente ocorreu no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados decidiu, por 251 votos a 233, rejeitar o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) da segunda denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

Com o resultado na Câmara, Temer não vai responder ao processo no STF durante o mandato presidencial, em 31 de dezembro de 2018.

Mais cedo, o presidente divulgou vídeo no Twitter para agradecer o apoio dos deputados e afirmou que “a verdade venceu”. (G1)

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