Caso Márcia Rollemberg: Quando a indignação se transforma em idiotice

 

Por Fred Lima

 

Deu no Correio Braziliense:

“Com um lenço de seda na cabeça, a primeira-dama do DF, Márcia Rollemberg, pode até transparecer uma certa fragilidade. Na última segunda-feira, ela se submeteu à 11ª sessão de quimioterapia. Está se tratando para evitar uma recidiva do câncer de endométrio, o tecido que reveste a parede do útero, descoberto em julho. No dia da medicação, sente náuseas, cansaço e passa algumas horas internada no Hospital Santa Lúcia. Perdeu parte do paladar e prefere “massas e pães, um copo de leite, porque as carnes estão sem sabor””.

Comento
O eleitor tem o direito de cobrar duramente as promessas feitas pelos governantes durante a campanha eleitoral. É indignante quando nem o atendimento básico à população seja cumprido.

Só que por trás de qualquer prefeito, governador ou presidente existe um ser humano que deve ser respeitado. Da mesma forma, a família dos dirigentes precisa ser preservada de ataques ou cobranças quanto ao desempenho deles.

Este ano tivemos duas notícias tristes sobre a saúde de personalidades públicas. A primeira foi a do ex-governador Joaquim Roriz, que teve que amputar parte de sua perna direita, em decorrência de problemas diabéticos. O submundo da política não perdoou ao afirmar que o ex-governador estava pagando por erros que cometeu no passado.

Agora foi a vez da primeira-dama Márcia Rollemberg, que revelou sua batalha contra o câncer de endométrio. Críticas vêm sendo feitas nas redes sociais para que ela busque atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Além de tal pedido já ter se tornado um clichê quando se refere ao mundo político, o clamor remete a uma falsa humildade, pois muitos que fazem esse tipo de cobrança têm convênio médico, sem necessitar buscar o SUS.

Cobrar melhorias no setor de saúde é o dever de todo cidadão. Porém, transformar indignação em idiotice faz a cobrança perder a sua finalidade e cair em descrédito.

 

Da Redação

 

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