Alckmin terá que ser o anti-Aécio

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Por Fred Lima

 

No comando do PSDB, Aécio dividiu o partido, adotou medidas intervencionistas nos diretórios e trouxe o fisiologismo do PMDB na bagagem, legenda em que foi filiado e venceu a sua primeira eleição para deputado federal. Ou seja, a presidência do neto de Tancredo Neves, em longo prazo, foi um desastre do ponto de vista da unidade partidária.

Na eleição de 2014, após obter 51.038.023 votos no segundo turno contra Dilma, o ex-governador de Minas Gerais passou a ser o nome natural do PSDB para a eleição presidencial de 2018.

Só que, diferente de seu avô, que lutou bravamente pelo fim da ditadura e pelas eleições diretas, Aécio se misturou com abutres da politicagem contemporânea, trazendo para o ninho tucano a sujeira e o mau cheiro.

Quando se presta a fazer o papel de coadjuvante, apoiando o desacreditado governo Temer, o PSDB demonstra que não exorcizou o espírito do fisiologismo peemedebista, já que os tucanos saíram da costela do PMDB.

Geraldo Alckmin não é a salvação do ninho tucano, mas pode dar um ar menos político ao partido, ou melhor, politiqueiro. O perfil de gestor do governador de São Paulo é o ideal para momentos de crises institucionais, onde a visão partidária ficou turva por causa de interesses estranhos.

Com Tasso, o PSDB continuaria dividido na arena, com governistas vs. oposicionistas brigando de forma sangrenta. Da mesma forma, com Marconi.

Restou ao “picolé de chuchu” a dura missão de ser candidato a presidente da República em um partido dividido e desgastado, podendo ser presidido por ele próprio.

 

Da Redação

 

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