O pré-candidato da paróquia de 2 milhões de fiéis

Foto: Reprodução

 

Por Fred Lima

 

Na Igreja Católica, os pré-candidatos paroquianos não são lançados de forma oficial pelos párocos, como acontece nas igrejas evangélicas. A relação Estado-igreja, na Idade Média, não trouxe bons ensinamentos para o catolicismo, que se mantém um pouco afastado do meio político, especialmente após a Operação Lava Jato.

No DF, ninguém consegue aglomerar tantos fiéis quanto o padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, de Taguatinga Sul. Nos três dias da Semana de Pentecostes deste ano, mais de 2 milhões de pessoas compareceram ao evento, segundo os organizadores.

Eleito deputado distrital em 2010, Washington Mesquita, braço-direito do padre Moacir, não conseguiu se reeleger em 2014 por causa do quociente eleitoral, mesmo obtendo 12.918 votos. Alguns creditam a sua derrota por ter apoiado o então governador petista Agnelo Queiroz, trocando o PSDB pelo PSD e, consecutivamente, pelo PTB, do senador Gim Argello.

Agora, três anos depois, Washington quer voltar à Câmara Legislativa do DF, defendendo a mesma bandeira do mandato passado, isto é, a defesa da família, das causas da igreja e do social.

Mesmo não sendo lançado em púlpito, todos sabem que o ex-distrital é o predileto do padre Moacir para voltar à CLDF. Se conseguir convencer ao menos 1% dos mais de dois milhões de fiéis que passam pela Semana de Pentecostes, Mesquita teria 20.000 votos, número suficiente para ser eleito pelo PTB.

Nas igrejas evangélicas seria o deputado mais votado. Porém, na Igreja Católica, vai ter que pedir para São Pedro derramar uma chuva de votos na próxima eleição, pois o voto de cabresto não é comum por lá.

Washington tem três vantagens: a paróquia leva o nome de São Pedro (o santo das chuvas), o número de fiéis é suficiente para elegê-lo com folga e tem experiência eleitoral.

Agora é com ele.

 

Da Redação

 

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