Buriti: Quantidade de agremiações pode atrapalhar

 

Por Fred Lima

 

Já dizia o velho e famoso ditado que “quantidade não é sinônimo de qualidade”. Pois bem, com a implosão do grupo da dita “direita” (MDB, PR, PTB, PSDB, DEM e Podemos), a Frente Cristã foi lançada semana passada, com o objetivo de formar uma nova coligação para as eleições deste ano. O grupo é composto por PSDB, PSD, PTB, DEM, Pros, PRB, PSC, Podemos e o Patriotas. Nove siglas em um mesmo bloco pode passar a impressão de maioria, mas na prática não é bem assim.

Do outro lado da oposição ao atual governo, PR, MDB e PP constroem candidatura única ao Palácio do Buriti, cuja cabeça de chapa deve ser o republicano Jofran Frejat. Com a força dessas três legendas, incluindo o tempo de TV, a soma chega a ser superior ao da Frente Cristã. Ou seja, três partidos têm mais tempo de TV que nove, lembrando que o MDB é a sigla que governa o país, comandada na capital pelo ex-vice-governador Tadeu Filippelli, que mantém muita influência no PP-DF, do deputado federal Rôney Nemer.

É mais fácil repartir o bolo da máquina pública com três partidos. As principais secretarias e estatais do governo ficarão com PR, MDB e PP, caso saiam unidos e vençam a corrida ao Buriti. O segundo escalão geralmente é entregue a outras legendas que podem declarar apoio após a eleição.

O mensalão e o petrolão nasceram do presidencialismo de coalizão, que defende o amplo pacto político-partidário para governar o Brasil, com uma gama de siglas. Um governo muito fracionado faz com que o seu chefe perca o controle da máquina. Isso vale também para a composição nos estados.

Ou será que a lição da Caixa de Pandora não adiantou?

 

Da Redação

 

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