Pandora ensinou a lição mais importante de todas

 

Por Fred Lima

 

A Operação Caixa de Pandora ensinou uma grande lição: competência não justifica corrupção. Apesar de ter feito o governo mais bem avaliado do DF, José Roberto Arruda viu sua carreira política se desmoronar pela segunda vez por causa de tropeços relacionados à ética pública.

Mesmo após a sua queda, Arruda tentou voltar em 2014, como fez em 2002. A amnésia eleitoral até que tentou absolvê-lo, como faz hoje com Lula, mas a Justiça não. O terceiro poder está aí para defender a Constituição e as leis que regem os políticos, como a Lei da Ficha Limpa. O povo pode continuar errando, menos a legislação vigente. Ela deve ser aplicada incisivamente.

Um fato interessante é que a Pandora produziu paladinos da ética, que estão no olho do furacão do escândalo, porém pregando a moralidade na política, uma tentativa de flertarem com o panorama atual, onde a corrupção vem sendo defenestrada pela Lava Jato. Mais uma vez, eles podem enganar o povão, menos a imprensa e o judiciário.

No futuro, a História julgará os políticos populares da atualidade. As urnas só proclamam a vontade popular do presente, enquanto o registro histórico enxerga sob outra ótica, tendo como princípio básico o estadismo e a conduta pública, não somente as obras de um mandato governamental ou parlamentar.

Temos dois fatores determinantes em uma eleição: a amnésia popular, que absolve corruptos competentes, e a Justiça, que os impede. A História é o registro do amanhã, onde a popularidade não será levada em conta.

O maior escândalo político da capital manchou a gestão mais organizada que já tivemos. Agora, todo cuidado é pouco para que uma segunda edição dele não seja iniciada por meio de uma prematura divisão de cargos, antes sequer do registro das candidaturas.

O fisiologismo tem de acabar.

 

Da Redação

 

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