Ping Pong com o secretário de Mobilidade do DF

 

Por Fred Lima

 

O engenheiro Fábio Damasceno assumiu a Secretaria de Mobilidade do Governo de Brasília em 2016, após a saída de Marcos Dantas para a então recém-criada Secretaria de Cidades. Antes, Fábio foi secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas do Espírito Santo durante o governo Renato Casagrande (PSB). À frente da Mobilidade do DF, Damasceno implantou o Programa de Mobilidade Urbana, a menina dos olhos do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) na pasta, que inclui o Bilhete Único. Em conversa com o Blog do Fred Lima, o secretário de Mobilidade explicou o porquê do Metrô não ter sido expandido ainda até a Asa Norte, as acusações de corrupção na pasta e qual foi o grande legado da atual gestão na mobilidade. Confira:

 

A promessa de campanha do governador de expandir o Metrô até a Asa Norte não será cumprida. Quais foram os motivos do não cumprimento?

É um governo de austeridade, de equilíbrio das contas públicas. Foi necessário fazer uma série de medidas onde houve redução de investimentos. Além disso, ocorreu uma crise muito grande no país inteiro e o Metrô depende de verba do Governo Federal. Já tem o projeto, mas os recursos ainda não foram autorizados. Estamos aguardando que sejam liberados este ano para a expansão de Samambaia. Vamos conseguir reformar as estações da Asa Sul e da Estrada Parque. Tudo isso já está no Ministério das Cidades. Pelo fato deste ano ter eleições, acredito que no próximo governo conseguiremos a aprovação desse financiamento para implantar o Metrô na Asa Norte.

 

A deputada Celina Leão (PPS) afirmou no plenário da Câmara Legislativa do DF que há um suposto esquema de corrupção nos Transportes. Já tomou conhecimento de algo ilícito na pasta?

A operação desta quinta-feira é um exemplo. Existiram vários atos ilícitos. Tudo isso está sendo feito em parceria com a Controladoria-Geral do DF, junto com a Polícia Civil, que culminou com a operação de hoje, onde mais de 40 pessoas foram presas por causa de fraudes na mobilidade, incluindo a venda de cadastro de estudantes, que não eram alunos. Foram produzidos 100 mil cartões. Isso era um desvio que acontecia em um passado não tão distante, algo institucionalizado dentro do sistema. Começamos a desmantelar isso a partir de 2015, quando assumimos o governo.

 

Qual legado a sua gestão deixará na mobilidade?

Mesmo se tratando de um uma gestão austera, conseguimos fazer muito pela mobilidade. Criamos o Programa de Mobilidade Urbana, que é objetivo, com definições claras e melhorias no sistema. Menciono a implantação do Bilhete Único; o rastreamento dos ônibus; a biometria facial para impedir fraudes; a integração de todos os sistemas; e a regulamentação do Uber por aplicativo, sendo que o DF foi a primeira unidade da Federação a legislar sobre o tema no país. Conseguimos fazer muito pela cidade. O maior legado de todos é a implantação do Bilhete Único, que trouxe economia e facilidade para toda a população de Brasília.

 

Da Redação

 

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