Ping Pong com Eliana Pedrosa

 

Por Fred Lima

 

Três vezes deputada distrital e secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) do governo José Roberto Arruda (PR), Eliana Pedrosa (Podemos-DF) não conseguiu vencer a eleição para deputada federal em 2014. O motivo? São vários. Eliana trabalhava para ser vice de Arruda, mas foi impedida pelo seu partido na época, o PPS. Com o impedimento, sobrou a ela disputar a Câmara dos Deputados, faltando pouco tempo para a eleição.

Há quatro anos sem cargo, Eliana se filiou ao Podemos-DF com a missão de presidir a legenda em Brasília e ser pré-candidata a governadora. No entanto, alguns afirmam que dessa vez a ex-distrital não arriscará e pode disputar a Câmara Legislativa do DF, com chances reais de vencer. Ela nega.

Em conversa com o Blog do Fred Lima, Pedrosa falou de sua pré-candidatura, do programa de governo para mulheres e sobre a possível ida dos deputados Robério Negreiros (PSDB) e Ronaldo Fonseca (PROS) para o Podemos.

 

Alguns afirmam que a senhora será candidata à Câmara Legislativa do DF, não ao governo. Sua pré-candidatura ao Palácio do Buriti continua de pé?

Segue firme, apesar da orquestra que existe para tentar me tirar do jogo.

 

O assassinato da vereadora Marielle Franco chocou o país. Por ser mulher, qual a política que quer implementar para as mulheres, caso seja eleita governadora?

Hoje, as mulheres que sofrem agressões de seus companheiros têm o amparo da Lei Maria da Penha, mas elas fazem a denúncia e não tem policiais suficientes para supervisionar se as agressões permanecem. Essa é uma questão que me deixa muito preocupada. Por causa disso, há muitas mortes e agressões, a ponto da mulher continuar denunciando os abusos. Tem uma lei de minha autoria que prevê que a mulher vítima de violência que der queixa possa ter um botão de pânico, que tem uma ligação direta com uma central policial, com o intuito de evitar o pior. Porém, temos leis que não são aplicadas, como essa. Como governadora, gostaria de ter a chance de colocar essa lei para funcionar. Outra questão é a empregabilidade da mulher, que tem várias vertentes. Por exemplo: Se não tem creche já compromete a empregabilidade. Vamos trabalhar para construir creches. Sabemos que não dá para fazer tudo de uma vez, mas temos o programa “Mãe Crecheira”, que foi implementado pelo governador Joaquim Roriz. Como secretária de Desenvolvimento Social, tive a oportunidade de aprimorar esse projeto, que permitiu que várias mulheres deixassem seus filhos nas creches. Outro ponto é a pouca escolaridade. Para isso, necessita abrir espaços dentro do mercado de trabalho. Na Sedest, tive a chance de trabalhar isso através de cursos profissionalizantes. A partir daí, a mulher pode abrir seu próprio negócio e ajudar no custeio de sua família. Aumentar a empregabilidade da mulher, ampliando a chance dela entrar no mercado de trabalho, com menos medo e violência, é um dos meus projetos.

 

A possível chegada dos deputados Robério Negreiros e Ronaldo Fonseca ao Podemos não enfraqueceria o seu poder no partido?

Se o deputado Robério quiser compor o nosso quadro de pré-candidatos a deputado federal será recebido com muito prazer. Dentro da nominata de deputado distrital, venho trabalhando e garantindo para aqueles que já ingressaram no partido de que não teremos nenhum candidato que esteja no exercício do mandato. Seria até antiético quebrar essa regra. Tive a oportunidade de convidar o deputado Ronaldo na segunda passada para compor a sigla. Temos um candidato à Presidência da República, o Álvaro Dias, que tem uma bagagem incrível. A experiência do Ronaldo contribuiria bastante para esse projeto no DF.

 

Da Redação

 

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