Buriti 2018: Confusão ideológica pode ser a marca da eleição

 

Por Fred Lima

 

Nota Conjunta à Sociedade do Distrito Federal, assinada ontem (2) por políticos do PPS, PSD, PSDB, PRB, DC, PSDC e Patriota, demonstra a confusão ideológica que vem se formando na disputa ao Palácio do Buriti.

Cristovam Buarque (PPS), Rogério Rosso (PSD), Renato Santana (PSD), Izalci Lucas (PSDB) e o PRB de Wanderley Tavares, que assinam a nota, foram avalistas do governo Rodrigo Rollemberg (PSB). Já Alírio Neto (PTB) foi secretário de Justiça de Agnelo Queiroz (PT).

O grupo de Jofran Frejat (PR) também não pode atacar o adversário. O MDB, que provavelmente deve indicar o vice na chapa do republicano, ocupou a vice-governadoria na administração do PT. Ou seja, tanto o primeiro grupo mencionado quanto o segundo têm apoiadores remanescentes do petismo e socialismo.

O caso do PSD é o mais descarado. Com ou sem poder, o partido participou da gestão Rollemberg. Santana é o vice-governador. Como a legenda explicará ao eleitor que tem a vice-governadoria e até dezembro teve a Secretaria de Justiça e Cidadania, mas que sempre discordou das ações do chefe do Buriti? A fragilidade da desculpa pode ser um trunfo para o governador.

A verdade é que todos os grupos têm o telhado de vidro, ideologicamente falando. Na eleição, não vai colar dizer que esse ou aquele apoiou Agnelo ou Rollemberg. A diferenciação ideológica não existe mais, como havia antigamente, quando a cidade era dividida entre azuis e vermelhos. Hoje, todas as cores se misturaram e o resultado é confuso.

 

Da Redação

 

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