Rollemberg e a imprensa: uma relação distante e conturbada

 

Por Fred Lima

 

“Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.” (Millôr Fernandes)

Desde o início de seu mandato, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, vem mantendo uma relação distante com a imprensa. Já nos primeiros seis meses de governo, o então chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, disparava contra a blogosfera e outros setores da mídia, que apontavam erros colossais cometidos pela gestão socialista.

Com a saída de Hélio, o governo permaneceu longínquo até a chegada de Luciano Suassuna à Secretaria de Comunicação do DF. O novo secretário tentou fazer a ponte respeitosa e institucional com os diversos veículos da cidade. Todavia, o governador preferiu se manter afastado, apesar do esforço de Suassuna de aproximá-lo da imprensa.

No início de 2017, saiu Luciano Suassuna e entrou Paulo Fona na SECOM. Mesmo tendo no currículo a experiência de ter sido o porta-voz do governo Roriz, Fona não conseguiu abranger a relação do governador com a imprensa. Pelo contrário, o cuidado que Suassuna tinha de não entrar em atrito com setores da mídia, o atual secretário deixou de lado e partiu para o ataque, como fez com os blogs Tudo Ok Notícias e Radar DF, taxando matérias publicadas pelos veículos de falsas em grupos de WhatsApp, ao invés de pedir direito de resposta, algo garantido por lei.

Parece que o governo Rollemberg já nasceu com o sentimento anti-mídia, tratando como inimigo quem o critica, um erro estratégico do ponto de vista político e eleitoral. Quem contribui para a formação da opinião pública é a imprensa, independentemente de possíveis erros que são cometidos durante o processo de apuração. Por falar em falhas, quem nunca as cometeu? Não existe jornalismo perfeito.

A mídia brasiliense é implacável com Rollemberg, assim como foi com Roriz, Cristovam, Arruda e Agnelo. A forma de tratamento é igualitária. Contudo, o atual chefe do Buriti supera seus antecessores no quesito distanciamento.

A remoção do painel publicitário do portal Metrópoles é só um dos vários exemplos ocorridos na relação distante e conturbada do governo Rollemberg com a mídia brasiliense.

Falta diálogo, respeito e compreensão do papel que a imprensa exerce, mesmo discordando.

 

Da Redação

 

One thought on “Rollemberg e a imprensa: uma relação distante e conturbada

  1. Carta de repúdio produzida por 12 partidos do Distrito Federal contra a Liberdade de imprensa e a falta de respeito à Luz da Constituição Federal.

    Vivemos numa democracia plena e duramente conquistada pelo povo brasileiro. A liberdade de expressão e a liberdade de imprensa são pilares fundamentais da sociedade brasileira.

    Repudiamos veementemente a atitude do Governador Rollemberg em censurar o veículo de Comunicação “Metrópoles”, ao retirar sem qualquer justificativa o Painel devidamente autorizado e instalado em prédio particular na área central de Brasília.

    O painel veiculava informações de interesse da população das mais variadas matérias para fins de campanhas de utilidade pública. Não aceitaremos em nenhuma hipótese esse ou qualquer outro golpe do Governo de Brasília à liberdade de imprensa, à democracia e à liberdade de expressão.

    Não podemos ficar calados perante essa situação que apenas demonstra mais uma vez o ilimitado “jogo sujo” a que se presta o Sr. Governador Rodrigo Rollemberg para destruir aqueles que não aceitam, concordam ou simplesmente informam a respeito das trapalhadas do pior Governo que o Distrito Federal já teve em toda a sua história.

    Temos a obrigação de denunciar à população os métodos que o atual governo tem usado para “calar” as vozes daqueles que procuram mostrar a incompetência sem limites do Sr. Governador Rodrigo Rollemberg.

    A democracia, a soberania popular e o respeito à Constituição Federal prevalecerão e os justos serão exaltados.

    PSDB-PSD-PPS-PTB-PSC- PSDC-PSL-PATRIOTA-PPL-PRB-PR-MDB

    #AcordaBrasília
    #ForaRollemberg

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