Não subestime Fernando Collor

 

Por Fred Lima

 

No início da campanha presidencial de 1989, ninguém apostava no então governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, que saiu candidato em um partido nanico, o PRN, e disputou o pleito contra dinossauros da política brasileira, como Ulysses Guimarães (PMDB), Leonel Brizola (PDT), Mário Covas (PSDB) e Lula (PT). Collor começou nanico, mas terminou como Golias antes da queda.

O cenário atual tem algumas semelhanças com o de 29 anos atrás. A nova geração não conhece o ex-presidente, pois não tinha sequer nascido naquele ano. Além disso, o trauma do confisco das cadernetas de poupança existe somente entre os mais velhos. Os jovens não têm conhecimento de causa.

Collor foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da acusação de corrupção passiva. Não encontraram provas contra o ex-presidente, um trunfo que pode ser usado durante a campanha eleitoral.

Recentemente, o Banco Mundial publicou um relatório onde diz que a abertura comercial promovida pelo governo Collor foi o pontapé inicial para a geração de milhões de empregos no país durante os governos que o sucederam.

É difícil acreditar que Collor possa repetir a façanha da primeira eleição direta após o regime militar, mas nada é impossível. Na política, até boi voa, e o ex-presidente é bastante estrategista e bom de oratória.

É melhor não subestimá-lo.

 

Da Redação

 

One thought on “Não subestime Fernando Collor

  1. Concordo plenamente com sua abordagem e eu mesmo como um especialista em comunicação já alertei algumas pessoas do meio q

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