O DF à espera do Dia do Fico

 

Por Fred Lima

 

A declaração do ex-secretário de Saúde, Jofran Frejat (PR), de que pode abandonar a disputa ao Palácio do Buriti pegou muita gente de surpresa, exatamente um dia após o último levantamento mostrar que o republicano está na dianteira das pesquisas, com 25,4%.

Desde o início, Frejat vem afirmando que não fará de seu governo um balcão de negócios, caso seja eleito. Mesmo assim, personagens da velha política, defenestrados por operações policiais, querem seguir o caminho da contramão, fazendo negociatas e exigindo o controle da coligação, pensando que ainda estão no poder. Não aprenderam com os erros do passado.

Frejat surge como a maior liderança política no atual cenário, quando dois ex-governadores (Roriz e Arruda) populares estão fora do pleito por questões de saúde e de impedimentos na Justiça. Único remanescente da primeira geração política na pré-campanha, o ex-deputado sonha em fazer um governo popular, mas sem o toma lá dá cá de outrora.

Com a declaração bombástica do pré-candidato republicano, a euforia tomou de conta de grupos que também pleiteiam o Buriti. Contudo, a alegria pode durar pouco.

O presidente nacional do PR, Valdemar da Costa Neto, entrou em campo para conter os ânimos e pôr ordem no time, restabelecendo Frejat como o capitão do grupo, uma tentativa de demovê-lo da ideia de abandonar a disputa.

Em 1822, o então príncipe regente Dom Pedro I foi contra as ordens das Cortes Portuguesas que determinavam o seu retorno a Lisboa, permanecendo no Brasil, o que ficou conhecido como o “Dia do Fico”.

Cento e noventa e seis anos depois, boa parte do DF aguarda o “fico” do líder da última pesquisa de intenção de voto na corrida pelo governo, o que pode acabar sendo um ato de bravura contra as “cortes” da corrupção.

 

Da Redação

 

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