Em terra que Arruda é diabo, clã Roriz, que apoia Eliana Pedrosa, é tido como papa-hóstia

Foto: Reprodução

 

Por Fred Lima

 

Doença e morte acabam transformando demônios em santos venerados pelos fiéis. O sujeito pode ter feito o diabo para se eleger e conseguir governar uma cidade por longos anos, mas se adoecer, ou pior, falecer, o processo de canonização é registrado na Profana Sé do imaginário popular.

O ex-governador Joaquim Roriz foi alvo de comentários maldosos nas redes sociais quando teve que amputar parte de sua perna direita ano passado. Na época, este veículo de comunicação condenou os atos contra Roriz. Só que uma coisa é a saúde e integridade física do ex-governador, outra, os escândalos de corrupção que pairam sobre as suas quatro gestões no DF.

Roriz é ficha suja em razão de ter renunciado ao mandato de senador por causa de gravações onde trata de dinheiro, no episódio que ficou nacionalmente conhecido como o escândalo da “Bezerra de Ouro”. Além dele, suas duas filhas também estão inelegíveis. Jaqueline, a do meio, foi flagrada recebendo dinheiro das mãos de Durval Barbosa, delator da Operação Caixa de Pandora. Liliane, a caçula, já foi condenada pelos crimes de compra de votos e fraude eleitoral nas eleições de 2010.

Com exceção de dona Weslian, esposa do ex-governador, e Weslliane, a primogênita do casal, a primeira geração do clã Roriz está suja, enquadrada pela Lei da Ficha Limpa.

Resta agora à família lançar membros da segunda prole nas eleições deste ano para tentar manter a oligarquia.

 

Da Redação

 

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