Com apoio do PDT, Rollemberg leva a melhor sobre Eliana e reeleição deixa de ser remota

Foto: Reprodução

 

Por Fred Lima

 

Por causa da desunião dos remanescentes do arrudismo e rorizismo, a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) se tornou mais fácil que há oito meses. Diferentemente de seu antecessor, que disputou o pleito passado com uma direita unida, tendo o ex-governador José Roberto Arruda liderando com folga as pesquisas de primeiro turno, o atual chefe do Buriti enfrentará concorrentes que brigam entre si, adeptos do canibalismo político. Ou seja, cada um por si.

A prova de que a reeleição de Rollemberg não é mais vista no meio político como algo dificílimo foi o fato do governador ter levado a melhor sobre Eliana Pedrosa (Pros), na articulação que trouxe o PDT para a sua coligação. Apesar do PSB ter cedido aos apelos do PT na missão de isolar Ciro Gomes, mesmo assim o PDT optou por Rodrigo, com as bênçãos do presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.

De acordo com a pesquisa realizada pela Dataplan, Eliana lidera a disputa com 6,6% de vantagem sobre o governador.  O que faria então um partido optar pelo segundo colocado, que tem uma grande rejeição, em detrimento da candidata que está na frente? A resposta é simples: enxergaram mais chances de vitória na candidatura do socialista.

Em janeiro, quando o blog publicou um artigo explicando o porquê da reeleição de Rollemberg não ser impossível, os asseclas dos pré-candidatos da direita acusaram-no de ser “vendido”. Na ocasião, afirmei:

Acreditar em união da direita é tão utópico quanto crer que Rollemberg pode ser reeleito no primeiro turno.

Pelo visto, o errado não fui eu.

 

Da Redação

 

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