Buriti 2018: o que mais falta acontecer?

Foto: Reprodução

 

Por Fred Lima

 

Nunca uma eleição para governador teve tanta reviravolta em sua fase inicial.  Não bastasse a saída definitiva do ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) e o número excessivo de candidatos e pré-candidatos, o risco de escândalos estourarem continua a todo vapor.

Brasília é a cidade dos dossiês, o laboratório do submundo da política. Em vez de certos políticos buscarem soluções para os problemas que afligem a população, desgastar o adversário acaba sendo a pauta principal em nome de um projeto de poder.

Em um cenário inconstante e cinzento, a esperança do brasiliense vai se dissipando. As últimas pesquisas mostram o nível de insatisfação com a classe política local. O número de brancos, nulos e de indecisos supera a soma de todos os postulantes ao cargo de governador.

Foi-se à época em que bandeiras azuis e vermelhas tomavam as ruas. Ao menos naquele tempo existia uma discussão sobre as áreas mais importantes, como saúde, educação, segurança etc.

O que estamos assistindo hoje é uma briga confusa e sedenta, cheia de diabos e almas penadas. Enquanto isso, o povo padece nas filas de hospitais e nas ruas por falta de atendimento médico e policiamento.

A incerteza de dias melhores predomina. A situação e oposição perderam a credibilidade pelo desvio do foco principal, que é a melhoria da qualidade de vida do cidadão, dando lugar à desconstrução de imagens e reputações.

Tristes dias.

 

Da Redação

 

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