Buriti 2018: Análise do desempenho dos candidatos no debate da Band e o nome do vencedor

FOTO: ANDRESSA ANHOLETE/METRO/DIVULGAÇÃO

 

Por Fred Lima

 

Na noite dessa quinta-feira (16), a TV Band promoveu o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio do Buriti. Alberto Fraga, Eliana Pedrosa, Fátima Sousa, Ibaneis Rocha, Júlio Miragaya, Rodrigo Rollemberg e Rogério Rosso debateram temas voltados à saúde, segurança pública, mobilidade urbana, cultura, abastecimento de água, entorno etc. Segue análise do desempenho dos debatedores:

 

Alberto Fraga (DEM)

Autor da conhecida frase “Governador, respeite o povo!”, o democrata iniciou a sua participação no debate demonstrando nervosismo e pouca retórica, desviando o olhar da câmera que o filmava, o que pode ter transmitido insegurança ao telespectador. Ao mencionar duas leis de sua autoria contra o feminicídio no segundo bloco, Fraga acabou se esquecendo da ementa de uma delas. No confronto direto com o governador, o deputado federal levou a melhor na questão das derrubadas de casas e igrejas promovidas pela AGEFIS.

 

Eliana Pedrosa (Pros)

Mais uma vez, a ex-distrital não quis partir para o embate com o governador, optando por fazer em certos momentos uma dobradinha com os candidatos Júlio Miragaya (PT) e Fátima Sousa (Psol). No plano nacional, PT e Psol defendem a liberdade do ex-presidente Lula, enquanto o partido de Eliana apoia a candidatura petista ao Planalto. No debate promovido mês passado pelo portal Metrópoles, Pedrosa tinha se saído melhor, mesmo sem criticar o atual governo, o que acabou gerando comentários no meio político de que a sua pré-candidatura seria uma espécie de braço auxiliar do Buriti. Faltou confronto direto.

 

Fátima Sousa (Psol)

Repetindo a mesma fórmula do debate passado, a candidata acusou os demais adversários de terem feito parte de governos corruptos. Fátima pecou na apresentação de propostas, apesar de não ter fugido do confronto. Na área da saúde, apenas disse que defende o fortalecimento do Sistema Único de Saúde – SUS e a ampliação do programa Saúde em Casa, projetos sem nenhuma inovação.

 

Ibaneis Rocha (MDB)

O ex-presidente da OAB/DF acabou sendo o anti-Rollemberg da noite, mas sem recorrer à agressividade, questionando com classe as promessas não cumpridas pelo chefe do Executivo, sem deixar transparecer qualquer sinal de nervosismo. O treinamento de media training fez efeito. Ao mesmo tempo, o emedebista conseguiu discorrer de forma detalhada sobre suas propostas para diversas áreas, incluindo até mesmo a da Cultura, pasta considerada de pequeno porte.

 

Júlio Miragaya (PT)

Escolhido candidato na última hora pelo seu partido, o economista começou o debate trazendo em discussão a prisão do ex-presidente Lula, reforçando o argumento daqueles que acreditam que a sua candidatura foi lançada apenas para defender a liberdade do líder petista, uma estratégia de campanha da executiva nacional do PT nos estados. Porém, deixou o assunto de lado nos demais  blocos, quando passou a fazer perguntas e responder temas específicos sobre a capital. Assim como a candidata do Psol, errou na exposição de propostas.

 

Rodrigo Rollemberg (PSB)

Alvo de quase todos os postulantes, o socialista também apresentou desempenho inferior comparado com o que teve no debate de julho. Faltou explicar melhor no quarto bloco o porquê de não ter conseguido cumprir certas promessas , como a expansão do Metrô até a Asa Norte. Além disso, Rodrigo perdeu a oportunidade de esclarecer pontos importantes quando provocado a respeito do nome de sua coligação “Mãos Limpas”, que recebeu a denominação de “mãos sujas” por Ibaneis, uma alusão à operação (12:26), defenestrada há mais de uma semana.

 

Rogério Rosso (PSD)

Conhecido por ser um brilhante articulador nos bastidores, atributo que quase o levou à presidência da Câmara dos Deputados, o candidato do PSD não convenceu como debatedor. Rosso parecia que estava inseguro e evitou qualquer tipo de embate, mantendo uma postura monótona e até cansativa em alguns momentos. Para convencer os indecisos e crescer nas pesquisas, o pessedista terá que deixar o roteiro mais do mesmo nos próximos debates e optar pela ousadia.

 

Vencedor

O debate foi nivelado na maior parte do tempo. Não houve um candidato que pudesse vencer com uma grande diferença. Avaliando postura, apresentação de propostas, oratória e confronto direto, Ibaneis Rocha (MDB) se sobressaiu perante os demais concorrentes.

 

*A análise foi feita ouvindo a opinião de outros jornalistas que assistiram o evento promovido pela Band.

 

Da Redação

 

4 thoughts on “Buriti 2018: Análise do desempenho dos candidatos no debate da Band e o nome do vencedor

  1. O debate foi positivo e falta de esperiencia de alguns postulantes ,já quem governou teve mais tato em falar sobre algumas questões e soluções para a sociedade Brasiliense …..

  2. Conheço a proposta de todos os candidatos, Estou atenta aos candidatos para o GDF, a proposta que mais atende as necessidades dos trabalhadores e também de desenvolvimento do DF em todos os sentidos, é a do candidato Miragaya, embora não tenha tido tempo de discorrer sobre a proposta, ela é ampla e excelente. Acho até muito difícil que Miragaya consiga implementar tudo em apenas 4 anos. esugiro que o blog publique a proposta de cada um dos candidatos.

  3. A conclusão sobre um provável destaque no debate foi perfeita. Achei o Dr Ibaneis mais seguro e confiante que os demais. A maioria dos candidatos estava nervosa e parecia falar sobre algo que não tinha domínio, entretanto o candidato do MDB se saiu melhor, bem como parece ser uma renovação.

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