Buriti 2018: o cheiro de derrota

Foto: Reprodução/Internet

 

Por Fred Lima

 

O cheiro de chuva é sentido na capital. Chuva pode significar dádiva ou calamidade. Em excesso, derruba árvores, contribui para aumentar os buracos no asfalto e prejudica o trânsito.

As chuvas fortes coincidiram com as tempestades que caíram no meio político e trouxeram o cheiro de derrota em algumas chapas, exatamente as que começaram a campanha de salto alto.

Não se ganha eleição ciscando para fora. Sem diálogo, humildade e motivação não se chega a lugar algum. Vem faltando isso a alguns candidatos, que confundem comitê com quartel ou Jornal Nacional.

O número excessivo de postulantes revela que a grande maioria imaginou que se tratava de um pleito fácil. Ledo engano. Não existe eleição simples na era das redes sociais.

A pulverização dos votos de Jofran Frejat (PR) não ocorreu. Na verdade, houve uma transferência de boa parte deles para a candidatura de Eliana Pedrosa (Pros), mesmo o ex-secretário de Saúde tendo declarado apoio a Alberto Fraga (DEM).

Cada eleição tem a sua peculiaridade. Não é porque foi muito votado no pleito passado que será neste. Além disso, concorrer à vaga de deputado é bastante diferente da de senador ou governador.

Por último, a autocrítica é essencial em uma campanha eleitoral. Sem ela, a soberba nasce e o provérbio bíblico acontece: “A soberba precede a ruína; e o orgulho, à queda.” (Pv 16, 18).

 

Da Redação

 

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