Buriti 2018: o oba-oba na reta final

Foto: Reprodução/Internet

 

Por Fred Lima

 

Nem mesmo Joaquim Roriz – o maior líder político da história do DF – conseguiu vencer uma eleição no primeiro turno após a consolidação do voto direto. Roriz conseguiu o feito apenas na eleição de 1990, mas o segundo colocado era um desconhecido Carlos Saraiva (PT).

No pleito de 1998, o ex-governador perdeu no primeiro turno e só venceu no segundo. Quatro anos depois, Roriz ganhou de Geraldo Magela (PT) no segundo turno por apenas 1% de diferença. Ou seja, se até o governador mais popular da cidade não se elegeu no primeiro turno nas duas últimas eleições que disputou como então um nome desconhecido pode ser eleito chefe do Executivo já no dia 07 de outubro? Muito improvável.

Assim como no futebol, o clima de “já ganhou” é fatal na política. Geralmente, ele começa no staff dos candidatos e chega até os cabos eleitorais. Com isso, muitos acabam se acomodando e dando a vitória como certa. Uma boa coordenação de campanha sabe controlar a empolgação do grupo e trabalhar duro até o último dia permitido pela legislação.

Tudo indica que teremos segundo turno na eleição ao governo do DF. Durante essa etapa do pleito, os dois candidatos têm o mesmo tempo de TV, o que conta bastante para apresentar projetos e rebater acusações de forma igualitária. Além disso, um segundo turno é importante para a população avaliar melhor o perfil e as ideias de cada postulante.

Eleição e comemoração só depois da apuração.

Cuidado para não “dar zebra”!

 

Da Redação

 

 

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