MDB na presidência da CLDF representaria pouca independência ao Buriti. Ou: A lição Agnelo

 

Por Fred Lima

 

Em entrevista concedida ao Blog do Fred Lima no dia 24 deste mês, o então candidato ao Palácio do Buriti Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que adotaria uma nova forma de se relacionar com o Poder Legislativo. “Isso (toma lá, dá cá) não engrandece nem ao deputado que recebe nem ao governo que dá. Tem de ser uma relação transparente, em favor da sociedade. Teremos a oportunidade de implementar um novo estilo de governar, dando exemplo para todo o país”, concluiu.

O governador eleito está correto em sua avaliação. O problema é que se a Câmara Legislativa do DF for comandada no primeiro biênio por um integrante de seu partido, o novo estilo que ele pretende adotar poderá ser colocado em xeque pela sociedade, além de gerar possíveis desgastes em sua base aliada.

Nenhum governo deseja que um opositor chegue à presidência da Câmara. A eleição de outro nome da base, que não seja da mesma legenda do chefe do Executivo, pode ser a saída para transmitir a mensagem de certa independência, acabando de vez com a fama de puxadinho do Buriti, porém mantendo apoio ao governo para que os principais projetos apresentados passem na Casa.

Agnelo Queiroz (PT) preferiu fazer da CLDF um anexo de seu governo ao ter dois correligionários à frente do Legislativo. Cabo Patrício e Wasny de Roure foram subservientes ao Executivo durante quatro anos. O resultado foi um governo que comandou a cidade com maioria absoluta na Câmara, mas que acabou sendo abandonado por aliados importantes no ano eleitoral devido sua sede hegemônica sem precedentes.

A partir do dia 01/1/2019, Ibaneis terá a chance de fazer diferente. Se seguir a cartilha da nova política, não interferirá muito na escolha do próximo presidente da Câmara Legislativa, além de retirar seu partido da disputa pela cadeira, optando por um aliado de outra sigla, evitando com isso o esfacelamento de sua base aliada.

 

Da Redação

 

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